As ultimas noticias divulgadas sobre o senso realizado pelo IBGE mostram um aumento de pessoas que confessam ser evangélicas em todo país, e isto tem sido motivo de alegria para muitos que chegam a proclamar que: “O povo de Deus tem aumentado no Brasil”. Será que este aumento dos evangélicos realmente é motivo de alegria, será que este aumento dos evangélicos realmente é um aumento real do povo de Deus.
Eu comparado com muitos, ainda sou novo na Fé, mas bem sei que há alguns anos atrás aqueles que eram “crentes”, mesmo em menor numero, eram considerados até pelos “não crentes”, homens e mulheres honestos, humildes, de boa índole, mansos, que buscavam viver uma vida apartada do mundo, que zelavam pela suas palavras, pelo seu nome, eram considerados pessoas integras. Mas hoje que somos mais numerosos as coisas mudaram, as opiniões mudaram, somos conhecidos como mal pagadores, fofoqueiros, contendeiros, infiéis nos contratos, crescemos em numero e também em escândalos.
Muitos podem dizer que tudo isso é por causa da perseguição, de falsos testemunhos, mas, mesmo que doa, infelizmente temos que encarar a realidade que esta dentro das igrejas evangélicas, não pense os irmãos que estou querendo difamar a obra de Deus, mas movido pelo Espírito Santo quero alertar que precisamos rever nossos conceitos.
Hoje temos templos gloriosos que são construídos na base da exploração da Fé dos fiéis, nos nossos púlpitos os pastores humildes de coração estão perdendo lugar para homens tiranos que usam o Evangelho em beneficio próprio, nos tornamos pessoas individualistas, estamos desaprendendo a exercitar o amor.
Eu trabalho em uma instituição de caridade e por este motivo tenho conhecimento e contato com outros trabalhos sociais em minha cidade e analisando estes trabalhos sociais descobri algo que me entristeceu muito, descobri que mais de 90% destes trabalhos que visam ajudar o próximo não tem nenhuma participação direta de evangélicos, poucos são as igrejas que buscam ajudar os mais necessitados, será que nos esquecemos do que esta escrito na Palavra de Deus no Salmo 41: “Bem aventurado é aquele que atende ao pobre; o SENHOR o livrará no dia mal.” Ou nos esquecemos do que diz em Provérbios 14:21: “O que despreza o seu companheiro peca, mas o que compadece dos humildes é bem aventurado.”
Muitos evangélicos estão dispostos a doar riquezas para contrução de grandes templos, mas se negam a doar um real que seja para ajudar os outros. Na entidade que trabalho foi implantado um telemarketing para arrecadação de fundos e um dia foi ligado para 5 (cinco) pastores para pedir ajuda, as moças que ligaram reclamaram que além de nenhum deles ajudarem todos os 5 (cinco) foram grossos, trataram elas com muita sem educação.
Vejo muitos evangélicos criticarem outras religiões como os católicos e espíritas, mas eles praticam o amor ao próximo de forma tão sublime que nós evangélicos nesta questão deveríamos imitá-los.
A instituição onde trabalho tem passado por momentos difíceis, e o presidente da instituição pediu primeiramente para uma missionária e depois para dois pastores para irem a instituição para orarem, mesmo todos terem dado suas palavras que iriam, nenhum deles apareceu até ontem e nem se justificaram, mas quando a igreja dos Mórmons ficou sabendo que instituição estava passando por momentos de dificuldade enviou no mesmo dia os membros da diretoria regional da igreja para orarem na entidade, eles foram muito mais prudentes do que aqueles pastores e a missionária, que se dizem servos de Deus.
Devemos mudar este quadro, devemos aprender a nos doar mais em prol dos outros, não digo somente em doar dinheiro, mas também doar o nosso tempo para fazer o bem ao nosso próximo, procure em sua cidade uma instituição de caridade séria e se ofereça como voluntário, pastores dediquem uma atenção especial aos mais necessitados, em vezes de gastar o dinheiro da igreja em templos luxuosos usem este dinheiro para a distribuição de cestas básicas, remédios. Lembrem-se da recomendação que Tiago, Pedro e João fizeram a Paulo em Atos 2:9-10, que ele não se esquecesse dos pobres.
A honestidade também tem sido algo que tem me preocupado muito entre nós que dizemos que somos o povo de Deus, na primeira igreja que fiz parte, eu e outro irmão, o qual hoje é o pastor da igreja que atualmente congrego, lideramos diversas campanhas para arrecadação de fundos para a manutenção da igreja, por ele ser um padeiro de “mão cheia”, diga se de passagem, sempre fizemos campanhas da pizza, feijoada, frangos assados, para serem vendidos, durante estas campanhas percebemos que quando vendíamos para pessoas “não crentes” recebíamos sem nenhum problema, mas quantos “calotes” levamos de irmãos que congregavam conosco, isso nos fez tomar uma atitude que nos entristeceu muito, mas que era necessária, paramos de oferecer para todos os irmãos e começamos nos dedicar a vender mais para os de fora, isso fez diminuir o numero de “calotes” quase a zero.
Eu conheço uma irmã que é conhecida de todos como caloteira, costuma a comprar e não pagar, e por incrível que pareça ela tem a ousadia de dizer que as pessoas que a cobram são “enviados do capeta” para atormenta La, que isso é perseguição por ela servir a Deus. Irmãos não estou dizendo que não podemos dever, infelizmente devido a gastos inesperados por causa de doença ou por outro motivo sério nos levam a entrar em uma dívida, mas devemos nos dedicar para podermos quitar esta dívida o mais rápido possível, pois, isso é o certo diante dos homens e principalmente diante de Deus.
Antigamente só de olhar para uma pessoa já sabíamos se ela era crente ou não,isso acontecia não era por causa da vestimenta e sim por causa de suas atitudes, da forma de encarar o mundo, por causa de seu comportamento, hoje é difícil saber quem é evangélico e quem não é, existem igrejas que quando você passa na frente não sabe se é um templo de adoração a Deus ou uma boate. Antes de me converter eu gostava de ir a festivais de rock e quando eu fui em um evento evangélico que aconteceu em uma praça perto de minha casa me senti como se estivesse novamente em um daqueles festivais, no palco se cantava uma música que mais parecia um punk rock e bem próximo do palco uma aglomeração de pessoas pulando descontroladamente, se empurrando, trombando uns nos outros, quem já foi em um festival de rock sabe como é e entendem do que estou dizendo, hoje os louvores não são mais para adorar a Deus e sim para massagear o ego de quem os ouves, e falando em louvor, hoje não se sabe o que é de Deus ou o que é do mundo, pois, hoje já temos Rap evangélico, Rock evangélico, Forró, Pagode e até Punk Rock evangélico e se não fosse suficiente hoje temos igrejas que realizam o “Carnaval com Cristo”, como se Cristo tivesse alguma coisa há ver com tais coisas carnais. Ai alguém possa dizer:
“Mas isso tudo é feito como estratégias para se ganhar almas”
Mas ganhar almas para quem, se Deus deixa bem claro em sua Palavra que aquele que esta em Cristo tem por obrigação deixar as coisas do mundo que fizeram parte de seu passado e se tornar uma nova criatura. (II Coríntios 5:17)
Hoje vivemos em muitas igrejas o “Vem como esta e fique como quiser”, o importante é encher igrejas e se esquecemos que Deus não quer quantidade e sim qualidade. Hoje já tem igreja evangélica que incentiva a união homossexual e que para quem duvida esta igreja evangélica já participou da parada gay.
Irmãos eu gostaria de deixar bem claro que descriminar, agredir física ou verbalmente uma pessoa, seja ela homossexual, negra, ou por ter uma opinião religiosa diferente da nossa é crime, tanto diante dos homens como diante de Deus, devemos amar e acolher as pessoas independente de seus atos ou condutas, o que não podemos fazer é apoiar e incentivar aquilo que Deus deixou claro que era pecado em sua Palavra, ou você já deixou de acreditar na Bíblia?
Que bom que nós evangélicos crescemos em numero, mas que pena que esse numero não tem representado qualidade em servir a Deus.
Mas podemos mudar este quadro, basta obedecermos a Palavra de Deus, não precisamos torcer a Palavra como alguns fazem para sua própria a sua própria perdição (II Timóteo 3:16), não precisamos inventar regras ou doutrinas de homens para ajudar o povo viver em santidade, como há em uma certa igreja um “Regimento Interno” tão rígido, sobre o que pode e o que não pode, a Palavra de Deus não precisa de nossa ajuda, Ela é suficiente, também não precisamos adaptar nenhuma festa ou conduta do mundo para ganhar almas, precisamos somente pregar a Palavra de Deus como ela é.
Um dia falando com um irmão sobre não precisarmos adaptar festas, ritmos ou condutas do mudo para trazermos pessoas à Cristo, que a Palavra era suficiente, este irmão me disse algo que me deixou de boca aberta, segundo ele se nós “somente” pregarmos a Palavra isso seria insuficiente para levar as pessoas a Cristo, que as adaptações foram feitas para atrair mais pessoas. Se “somente” pregar a Palavra de Deus não é suficiente para ganhar almas, então nenhuma festa, ritmo, movimento ou regra terá poder para tal. Mas em parte ele tinha razão essas mudanças, segundo a pesquisa do IBGE, têm conseguido atrair mais pessoas, mas será que este crescimento sem fundamento na Palavra de Deus tem válido a pena?
Crescimento sem Qualidade
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